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TIRADENTES, O HERÓI ESQUECIDO Manhã de sábado, 21 de abril de 1792. Às onze horas e vinte minutos, depois de penosa caminhada, sob um sol rigoroso, pelas principais ruas do centro do Rio de Janeiro, o Alferes José Joaquim da Silva Xavier, subiu, sem medo, o patíbulo erguido no Campo da Lampadosa, atual Praça Tiradentes. Como demorasse a morrer, o carrasco, um criminosos comum, montou-lhe nos ombros para abreviar o seu fim. Segundo a sentença, Tiradentes, único executado entre os Inconfidentes, seria enforcado, decapitado e esquartejado. Com o seu sangue, lavrou-se uma certidão de que fora cumprida a sentença. Sua cabeça apodreceu dentro de uma gaiola em Vila Rica. Os quatro quartos, conservados em salmoura, foram colocados em postes, ao longo do Caminho Novo, na Capitania de Minas Gerais, onde o Alferes fazia as “infames prédicas” pela liberdade de nossa pátria. Seus bens foram confiscados, as casas em que morara, arrasadas e salgadas, para que nunca mais, naquele chão, algo germinasse. Hoje, 21 de abril de 2010, o sacrifício do Alferes Tiradentes completa 218 anos. Pela Lei nº 4.897, de 9 de dezembro de 1965, José Joaquim da Silva Xavier foi proclamado “Patrono Cívico da Nação Brasileira”. Num passado recente, a data era comemorada em todos os níveis do poder público e objeto de amplo noticiário da imprensa. Hoje, um sinistro e lamentável silêncio se abate sobre o nosso herói maior. Há um evidente esforço de algumas autoridades de reescrever, ideológica e falsamente, os mais nobres episódios de nossa história. Da descoberta do Brasil, até a Revolução de 1964, muitos fatos históricos são revelados em vasta literatura tendenciosa e descompromissada com a verdade. Nossos tradicionais heróis são substituídos por traidores como Prestes e Lamarca. A imagem do assassino argentino travestido de cubano, “Che”Guevara, campeia, livremente, em nossas salas de aula e muros de Escolas Públicas. Por sua vez, a imprensa brasileira, com poucas exceções, submetida aos interesses econômicos, apóia - ou se omite - diante da criminosa ação de maus brasileiros que, a cada momento, vilipendiam o sacrifício de Tiradentes e tantos outros heróis que deram suas vidas à Pátria. Evitam e fogem, assustados, até mesmo da palavra “pátria”. Assemelham-se, nas histórias de ficção, aos vampiros incapacitados e intimidados pela ação da CRUZ. O Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, entidade representativa de quinze Associações espalhadas por todo o país, ao lado das Forças Armadas Brasileiras, recorda e reverencia, nesta data, o sacrifício do Alferes Tiradentes, que, em última análise, retrata os ideais de liberdade e soberania de nosso povo, gente humilde e trabalhadora, que repudia as tentativas de conduzir o Brasil por caminhos que não se coadunam com os princípios democráticos e cristãos que forjaram a nação brasileira. Reserva Atenta e Forte Sérgio Pinto Monteiro – 2º Ten R/2 Art Presidente do CNOR
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